... que odiava saladas! Entrar em um restaurante com o trio clássico: cenoura, beterraba e repolho ralados – para mim era uma verdadeira tortura. Ô coisa sem gosto, às vezes sem vida, meio opaca, meio sem sabor. Para piorar com sal, vinagre e azeite. Claro que eu sofria, sempre pensava em como as pessoas podiam gostar tanto de salada! E como, paradoxalmente, as saladas eram tão boas para a saúde, blá, blá, blá. Mas inevitavelmente sempre chegava na mesma conclusão: ô coisa sem gosto. Foram anos de tortura, eu comia meio obrigada. Mas comia, nunca desisti. Como um ser em evolução que sou, com o tempo passei a gostar mais da mãe natureza, em toda sua plenitude. E aos poucos aprendi que a minha maneira de apreciar saladas era tornar tudo BELO. Bonito mesmo. Foi assim comecei a arrumá-las antes de colocar na mesa. Descobri que gostava da estética, da forma e sabor. Foi então que comecei a experimentar diferentes temperos e combinações. Minhas primeiras cobaias foram meus amigos e meus filhos. É claro que nem tudo dá certo, já inventei muita coisa ruim. Mas fato é que as pessoas começaram a me pedir as receitas e eu não tinha a mínima ideia das quantidades, às vezes nem dos temperos do que eu tinha acabado de servir à mesa. Sempre criei com paixão, confiando na minha intuição e no equilíbrio natural das combinações. Foi assim que comecei a pensar em desenvolver um blog sobre estas receitas malucas, que para mim são mais poções do que qualquer outra coisa.
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