segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Vinagrete de Kiwi



Lá estava eu preparando o meu modesto molho de fim de semana, sem muitas coisas pretensões, quando virei para as frutas e vi uns Kiwis super maduros. Tínhamos amigos em casa, pensei rápido na combinação e achei que poderia funcionar. Ninguém me contrariou quando dei a ideia, o que já foi uma vitória.
Se ficou bom? Você vai me dizer. Sou suspeita, mas o sabor do kiwi misturado aos ingredientes ficou singular. Aí vai!!
Primeiro vou colocar a receita original, assim como veio à cabeça.


VINAGRETE DE KIWI
  • 1 Dente de ALHO MACERADO
  • 1 CEBOLA PICADA
  • CEBOLINHA VERDE PICADA à vontade
  • 1 pedaço GENGIBRE FRESCO MACERADO
  • SEMENTE DE MOSTARDA à vontade
  • COMINHO
  • 2 KIWIS
  • 2 LIMÕES
  • AZEITE DE OLIVA
O resultado:
Foi modesta com os kiwis, poderia ter colocado mais, muito mais! Amanhã vou postar uma variação que fiz no mesmo dia e que ficou ainda melhor.
Comentários:
Não costumo usar alho, mas como meu amigo estava me ajudando e já tinha picado o dente, aceitei de bom coração. No final seu sabor não ficou marcante e pode ser totalmente dispensado. Use a cebola com moderação, muita pode tirar o sabor do kiwi. A cebolinha verde deu um toque especial ao molho e o gengibre ficou fantástico – para que seu sabor fique acentuado macere bem, o suco vai dar um toque especial, costumo deixar o bagaço dentro do molho. Repare que não coloquei sal – ele é totalmente dispensável.

Um dia descobri...

... que odiava saladas! Entrar em um restaurante com o trio clássico: cenoura, beterraba e repolho ralados – para mim era uma verdadeira tortura. Ô coisa sem gosto, às vezes sem vida, meio opaca, meio sem sabor. Para piorar com sal, vinagre e azeite. Claro que eu sofria, sempre pensava em como as pessoas podiam gostar tanto de salada! E como, paradoxalmente, as saladas eram tão boas para a saúde, blá, blá, blá. Mas inevitavelmente sempre chegava na mesma conclusão: ô coisa sem gosto. Foram anos de tortura, eu comia meio obrigada. Mas comia, nunca desisti. Como um ser em evolução que sou, com o tempo passei a gostar mais da mãe natureza, em toda sua plenitude. E aos poucos aprendi que a minha maneira de apreciar saladas era tornar tudo BELO. Bonito mesmo. Foi assim comecei a arrumá-las antes de colocar na mesa. Descobri que gostava da estética, da forma e sabor. Foi então que comecei a experimentar diferentes temperos e combinações. Minhas primeiras cobaias foram meus amigos e meus filhos. É claro que nem tudo dá certo, já inventei muita coisa ruim. Mas fato é que as pessoas começaram a me pedir as receitas e eu não tinha a mínima ideia das quantidades, às vezes nem dos temperos do que eu tinha acabado de servir à mesa. Sempre criei com paixão, confiando na minha intuição e no equilíbrio natural das combinações. Foi assim que comecei a pensar em desenvolver um blog sobre estas receitas malucas, que para mim são mais poções do que qualquer outra coisa.